Amém
A
palavra amém herdámo-la, sem a traduzir, do hebraico, e significa fiel, firme,
seguro, estável, válido. Por isso, converteu-se já no AT na ¬aclamação com que
alguém, sobretudo a comunidade, manifesta o seu assentimento e aceitação do que
se disse ou propôs. Os cinco livros em que se considera dividido o Saltério
terminam precisamente com o amém, e além disso, repetido (assim os salmos 41
[40], 72[71], 89[88] e 106[105]).
Com
esta palavra se concluem as orações, bênçãos, promessas e alianças.
Simbolicamente, chama-se ao próprio Deus «Deus do amém [fiel]» (Is 65,16), e,
no NT, afirma-se de Jesus Cristo que é, ao mesmo tempo, o amém de Deus à
humanidade e o da humanidade a Deus: «Porque o Filho de Deus, Jesus Cristo […]
não foi sim e não, mas foi sempre um sim. Todas as promessas de Deus são um sim
em seu Filho. É por Ele que nós dizemos amém a Deus para sua glória» (2Cor
1,19-20). O próprio Cristo é definido como «o amém »: «Isto diz o amém, a
Testemunha fiel e verdadeira» (Ap 3,14).
Desde
sempre se pronunciou o amém na liturgia cristã, por exemplo, depois das
orações. Como dizia Santo Agostinho, «o vosso amém é a vossa assinatura, o
vosso assentimento (consensio) e o vosso compromisso (adstipulatio)» (Sermão
contra os pelagianos, 3).
Há
dois momentos em que o amém tem particular sentido:
•
antes de mais, como conclusão da Oração Eucarística: a comunidade, dizendo, ou
melhor, cantando o amém, sublinha o que o presidente proclamou em seu nome;
•
e na comunhão, quando o ministro diz «O Corpo de Cristo» ou «O Sangue de
Cristo», e o fiel responde « amém », reafirmando assim a sua Profissão de Fé no
sentido deste momento privilegiado.