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Patena

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A patena: o pequeno prato que carrega o mistério do Céu

Na celebração da Santa Missa, há objetos discretos que passam quase despercebidos… mas que guardam um significado profundo. Um deles é a patena.


A Patena é um pequeno prato, geralmente dourado, onde é colocada a hóstia que será consagrada. À primeira vista, parece algo simples. Mas, na verdade, ela participa diretamente do maior mistério da fé: o Sacrifício de Cristo.

Do ponto de vista teológico, a patena está intimamente ligada à oferta. Ela sustenta o pão que será transformado no Corpo de Cristo. Ou seja, ela carrega aquilo que será oferecido ao Pai pela salvação do mundo.

Mas há algo ainda mais profundo.

A patena também simboliza o coração do fiel.

Assim como ela sustenta a hóstia, nós somos chamados a sustentar, oferecer e entregar a nossa vida a Deus. Não vamos à Missa apenas para assistir — vamos para nos colocar sobre a “patena espiritual” e sermos oferecidos com Cristo.

Tudo o que somos… sobe ao altar.

Por isso, cada sofrimento, cada alegria, cada luta, cada decisão pode ser colocada ali:

  • Sua família

  • Seu trabalho

  • Suas dores escondidas

  • Seus sonhos mais sinceros

A patena nos lembra que a Missa não é só o sacrifício de Cristo — é também o nosso sacrifício unido ao d’Ele.

E aqui está um detalhe importante:
a patena não brilha por si mesma… ela brilha porque sustenta algo maior.

Assim também é a nossa vida.

Quando deixamos Cristo ocupar o centro, quando oferecemos tudo a Deus, nossa existência ganha sentido, beleza e valor eterno.

👉 Na próxima Missa, quando você olhar para o altar, lembre-se:
Deus espera que você também se ofereça.


Frase-chave:

“Senhor, coloca minha vida na Tua oferta.”

patena

É uma pequena bandeja ou um pratinho pouco profundo, ligeiramente côncavo, normalmente dourado, onde se deposita o pão consagrado na Eucaristia. Nos primeiros séculos era mais profundo e amplo, por causa do número de comungantes e qualidade do pão, que não era tão estilizado. 
«O cálice e a patena, que servem para oferecer, consagrar e comungar o pão e o vinho como se destinam, exclusivamente e de maneira estável, à celebração da Eucaristia, tornam-se “vasos sagrados”» (Ritual da Dedicação da Igreja e do Altar, VII,1 [Rito da Bênção do Cálice e da Patena], in EDREL 1711). Por isso, recebem uma bênção especial, que se costuma fazer dentro da Missa. Os textos desta bênção estão contidos no Cerimonial das Bênçãos (nn. *97-*99). A melhor bênção para a patena é que contenha o Corpo de Cristo pela primeira vez. Por isso, na oração se pede a Deus que: «o Corpo e o Sangue do vosso Filho, que neles são oferecidos e comungados, tornem santos estes vasos» (Cerimonial das Bênçãos 102). 
Na ordenação dos presbíteros, um dos gestos complementares é a entrega da patena com pão destinado à Eucaristia, como sinal do mistério que lhe competirá realizar. A patena costumava ser coberta por uma pala de tecido engomado, de forma circular.