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Vela do Altar

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Em muitas celebrações, ela está ali discretamente.



Quase ninguém presta atenção.
Mas sua presença fala profundamente sobre Cristo, sobre a Igreja e sobre o mistério celebrado.

As velas do altar não estão na Missa apenas para iluminar o ambiente.

Na liturgia, nada é apenas decorativo.

A luz das velas possui um significado profundamente bíblico, espiritual e teológico.

Desde o Antigo Testamento, a luz aparece como sinal da presença de Deus.
A sarça ardente diante de Moisés.
A coluna de fogo no deserto.
A lâmpada do Templo.
Tudo aponta para um Deus que ilumina, conduz e permanece presente no meio do seu povo.

Na celebração eucarística, as velas recordam antes de tudo Cristo:
“Eu sou a luz do mundo” (Jo 8,12).

Por isso, quanto mais solene a celebração, maior normalmente é o destaque dado às velas.
Elas manifestam exteriormente a dignidade do mistério celebrado.

Mas existe algo ainda mais profundo.

A chama da vela só existe porque algo se consome.

Ela ilumina porque a cera se entrega lentamente.

Aqui aparece um dos símbolos mais belos da vida cristã.

O discípulo de Cristo é chamado a tornar-se luz não pelo brilho exterior, mas pela entrega.

A vela diante do altar lembra silenciosamente que toda verdadeira vida cristã é oblativa.
Quem ama, se consome.
Quem serve, se oferece.
Quem segue Cristo aprende a transformar a própria vida em oferta.

Existe também um aspecto espiritual muito forte:
a chama sempre aponta para o alto.

Mesmo pequena e frágil, ela sobe.

Assim também deve ser o coração do cristão durante a liturgia:
erguido para Deus.

Por isso, as velas do altar não são mero detalhe estético.
Elas ajudam a criar uma atmosfera sagrada, favorecendo o recolhimento, a oração e a consciência de que algo divino acontece naquele espaço.

A liturgia educa também pelos sinais.

E às vezes uma pequena chama anuncia silenciosamente aquilo que muitos sermões não conseguem explicar:
Cristo está presente.
Cristo ilumina.
Cristo continua oferecendo sua vida pela salvação do mundo.

Para refletir

Quando participo da Missa, meu coração realmente busca a luz de Cristo?

Ou tenho permitido que outras luzes ocupem o centro da minha vida?