Basílica
Do
grego, basileus (rei) e basilikos (real), aplicava-se a palavra basiliké à casa
real. Em Roma, dava-se este nome aos grandes edifícios de reunião, por exemplo,
aos tribunais ou aos átrios, anexos ao foro, onde se celebravam os contratos.
A
partir do século IV, as grandes igrejas cristãs adotaram esta forma arquitetônica
basilical. Em Roma, construíram-se de forma retangular alongada, com uma ou
mais naves, e colunas orientadas em sentido longitudinal para o altar e
*abside, que se situavam na cabeceira desse retângulo. No Oriente, preferiu-se
uma forma mais circular.
Atualmente
o título de basílica é concedido pela Santa Sé a certas igrejas, pela sua
antiguidade histórica ou por serem centros de peregrinação. Algumas destas
igrejas recebem o título de basílicas maiores ou patriarcais (as quatro de
Roma: S. Pedro do Vaticano, S. Paulo Fora-de-muros, S. João de Latrão, catedral
do Papa, e Santa Maria Maior) e, basílicas menores, outras espalhadas por todo
o mundo (em Portugal: a dos Mártires, em Lisboa; a Real, em Castro Verde; e a
de Nossa Senhora do Rosário, em Fátima).
Dicionário
Elementar de Liturgia - José Aldazábal
